eu não sei o que está acontecendo comigo…
mas também não vou reclamar, porque seja o que for, é muito bom.
bom, primeiro as coisas ruins: larguei a terapia. não foi pra sempre… mas os horários tava batendo todos e como ela mesmo disse, se isso fosse prioridade pra mim eu daria um jeito. então pretendo voltar no final do ano, quando estiver formada.
fora isso… sei lá. tem uma semana (desde segunda que passou) que eu saí de casa todos os dias que precisei… foi incrível.
é como se de um segundo para o outro alguém tivesse tirado um peso das minhas costas, uma corda que me amarrava… eu não se explicar mesmo.
enfim, estou comemorando a vida.
aproveitando a idéia que sair de casa só faz é bem.
tenho feito muitas fotos pro projeto também (que quando tiverem prontas falo um pouco mais por aqui)…
hoje fomos ao aniversário da marlene (antiga babá do xuxa) e fomos embora meio que as pressas pq começaram uns barulhos de trovão meio assustadores. ficamos esperando o ônibus e eu comecei a notar como era engraçado as pessoas fugindo da chuva como se fossem de açúcar, quando o xuxa diz:
ai minha… melhor irmos pra debaixo da marquise.
eu pensei: po, estamos com um guarda chuva. tudo que realmente não pode ser molhado está nas bolsas e protegido pelo guarda chuva… qual o stress??
daí falei: ah minho! eu hein, é soh agua!
- e o ônibus chegou -
estavam pingando umas gotinhas de chuva no meu rosto pela janela aberta, e o cheiro de terra molhada me fazia lembrar dos verões na escola tomando banho de mangueira, dos banhos de chuva tomados em saquarema… e então decidi tomar um banho de chuva.
mas o xuxa não quis… disse que não queria se molhar, que tava bem no “quentinho” ¬¬ chamei minha mãe, mas ela tinha acabado de chegar em casa, estava cansada e com fome, queria jantar.
fui sozinha. sozinha não, na companhia dos melhores: jack e puto, meus corações…
corremos na chuva, brincamos com o frescor (afinal, estava chovendo, mas estava um calor da peste), nos divertimos.
e a sensação da água de chuva pingando no rosto… eu tinha esquecido que era tão bom!!! e lembrar disso é MUITO BOM!!
.
.
… que pena que o resto do mundo esqueceu.
Eduardo Paes veio como o grande síndico que se preparou durante dezessete anos para ser prefeito. Dizia conhecer cada pedra, cada buraco da cidade. Prometeu instalar 40 UPA’s (Unidades de Pronto Atendimento), uma espécie de Centro de Saúde feito rapidamente e outras coisinhas que transformariam o Rio de Janeiro numa Finlândia em apenas 4 anos.
Jandira, por ser médica, centrou seus esforços na saúde e Crivella era o amigo dos pobres. Jandira parecia ter acabado de acordar no meio de um plantão: nervosa, desgrenhada, vestido aparentemente amassado.
Entre os nanicos, o candidato do PT resolveu transgredir a mais sagrada das normas da televisão e passou o tempo todo falando de lado, para um ponto à esquerda do espectador. Bonitinho, bonzinho, arrumadinho, era o bom filho, o bom colega e o bom professor.
Todos sabem que realmente é um homem direito, mas ficou bonzinho demais, arrumadinho demais. Falou bastante, mas todo mundo se perguntava porque ele olhava para o lado. Chico Alencar é o Chico Alencar, veio de Chico Alencar e falou como Chico Alencar. Levou os votos de Chico Alencar. Meia dúzia.